quarta-feira, 18 de março de 2009

OBESIDADE E ALIMENTAÇÃO



Se não comermos regularmente teremos que "quei­mar" em primeiro lugar as nossas reservas e em se­guida, as nossas próprias proteínas de constituição .



O nosso organismo pode-se comparar a uma "máquina com­plexa", maravilhosa e quase perfeita No entanto, como todas as máquinas, ne­cessita de "combustível" para funcionar correctamente; sen­do esse "combustível" prove­niente dos alimentos.
Como possuímos um "de­pósito" relativamente pequeno (estômago) temos/devemos in­gerir alimentos em pequenas quantidades distribuídas ao longo do dia, consoante os es­forços e a energia que vamos gastar ao longo do mesmo.


Comer regularmente
Se não comermos regular­mente teremos que "queimar" em primeiro lugar as nossas re­servas (glicogénio muscular e hepático) e em seguida, as nossas próprias proteínas de constituição (principalmente do fígado e músculos), sendo isso extremamente nefasto para a nossa saúde a médio e longo prazo. Se nos mantivermos muito tempo sem comer, co­meçamos a sentir-nos menos atentos, trémulos, "enerva­dos", com "dores de ca­beça" e por vezes com uma "fome" exa­gerada, o que faz com que a nossa "complexa má­quina" não funcio­ne na perfeição, não dando por isso o seu má­ximo rendimento (físico e inte­lectual). Como consequência disso, a produtividade no tra­balho e nas actividades de la­zer diminui, os acidentes do­mésticos de viação e de traba­lho tendem a ocorrer, as crian­ças estão mais desatentas nas aulas etc, etc ...


5 a 6 refeições por dia
Com base no que acaba de ser dito, torna-se evidente a necessidade de ter o cuidado de não "saltar refeições", fa­zendo sempre 5 a 6 refeições por dia, distribuídas por exem­plo da seguinte forma: pequeno almoço, meio da manhã, almo­ço, meio da tarde, jantar e eventualmente ceia (se jantar­mos cedo e nos deitarmos tar­de).
Outro problema que sucede é o de concentrar toda a comi­da, que deveria ser distribuída ao longo do dia, em duas refei­ções demasiado volumosas, bem condi­mentadas e "regadas" com bebidas alcoólicas e/ou refrigerantes, o que provo­ca dois tipos de acções, uma a curto e outra a médio e longo prazo:
Quando ingerimos refeições muito volumosas e de difícil di­gestão, vai existir um enorme flu­xo de sangue ao tubo digestivo, a fim de promover uma rápida de­gradação e absorção dos alimentos desviando-se deste modo uma parte da irrigação sanguínea ao cérebro e músculos, o que pro­voca sonolência pós prandial per­da de força "preguiça" e desaten­ção.


Evitar excessos
A médio/longo prazo, se os erros se repetirem, pode-se assis­tir à acumulação do excedente energético sob a forma de gordu­ra, o que promove um aumento gradual do peso corporal, o que a persistir, pode conduzir à obesi­dade e toda uma série de possí­veis complicações cardiovascula­res e osteoarticulares acessórias. Por outro lado, devido a vários mecanismos, nomeadamente hi­per-estimulação do pâncreas com consequente hiper-produção de insulina, poderá desencadear o aparecimento de diabetes tipo 2.
Resta persuadindo-vos a não comerem em excesso, tendo o cuidado de fazer várias peque­nas refeições ao longo do dia. De igual modo é preciso ter cuidado com as dietas da moda e com dietas muito restritivas, evitando estar muitas horas sem comer.

1 comentário:

  1. Excelente iniciativa. E que boa nmaneira de começar, abordando um problema que é de todos nós, apesar de lhe virarmos as costas, e continuarmos a fazer de conta que não existe. Felicidades para o site

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