sexta-feira, 11 de junho de 2010

Os Fundamentos dos Factores de Transferência

Factores de Transferência são moléculas naturais que compõem os leucócitos [glóbulos brancos] e estão presentes nos corpos de todas as espécies de animais, mesmo em Sistemas Imunitários muito primitivos.
Essas moléculas são portadoras de mensagens imunizadoras constituídas por pequenas cadeias de proteínas e outros compostos relacionados.

Elas informam o Sistema Imunitário quando uma ameaça se tenta instalar no organismo – não importando se a ameaça é interna ou externa – e também, como cada célula deve responder apropriadamente à ameaça.

Os Factores de Transferência são produzidos por linfócitos com função de célula mediadora imunizadora. Eles carregam o antígeno dos linfócitos dos pais - célula mediadora imunizadora específica - para os linfócitos não-sensibilizados ou ingénuos dos filhos. Eles também podem incrementar a actividade estimuladora da imunidade antigênica não-específica, dos linfócitos receptores. Quando as células imunizadoras destacadas detectam organismos estranhos, produzem Factores de Transferência específicos para os organismos invasores. Estes são transmitidos imediatamente a outras células imunizadoras “levando a mensagem” da existência de algo estranho e suas características. A informação imunizadora, ou seja, o reconhecimento de patogéneses e as correspondentes respostas, são transmitidos através dos factores de indução, supressão e de antígenos específicos.

O Factor de Indução permite ao factor de transferência ajudar na resposta imunizadora adequada às infecções virais, parasitárias e malignas; doenças bacteriológicas e micro bacteriológicas, infecções fúngicas; desarranjos auto-imunes e doenças neurológicas. Este factor pode transferir uma resposta imunizadora em menos de 24 horas e reduzir significativamente, ou eliminar, sintomas de indisposição.
O Factor Supressor evita que o Sistema Imunitário forneça resposta excessiva para os pólenes e outros corpos estranhos, como também para si mesmo no caso de distúrbios auto-imunes.

O Factor Antigênico Específico carrega informações cruciais que o Sistema Imunológico usa para identificar micróbios e células estranhos.

Tais compostos imunizadores são idênticos para todas as espécies. Assim, é perfeitamente possível que os Factores de Transferência encontrados no colostro das vacas e na gema do ovo de galinhas sejam utilizados para o proveito humano. Essas fontes conferem aos animais uma imunidade temporária contra todos os organismos aos quais as mães foram expostas. Desse modo, o recém-nascido recebe uma certa protecção até que o seu Sistema Imunitário se desenvolva completamente. Analogamente, a mesma protecção temporária pode ser desfrutada por seres humanos de qualquer idade.Diferentemente dos complementos imunizadores – que na sua maioria proporcionam apenas o suporte para uma função imunizadora adequada – os Factores de Transferência também proporcionam inteligência imunizadora. A informação imunizadora e a instrução são a chave para ajudar o Sistema Imunológico a continuar seu trabalho e alcançar a eficiência. Citocinese
1. Factor de Transferência move-se para o receptor do Linfócito T.

2. Factor de Transferência aporta no Linfócito T.

3. Factor de Transferência é puxado para dentro do Linfócito T.

4. Factor de Transferência coloca a estrutura dentro do Linfócito T.

5. A Citocinese está completa.
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FONTES DE ORIGEM DE FACTORES DE TRANSFERÊNCIA

Até meados da década ’80 a única fonte de Factores de Transferência conhecida era o sangue, quando então, pesquisadores estudaram a hipótese dos Factores de Transferência estarem presentes no colostro bovino. Findo o estudo e confirmada a presença, em 1989 o processo de extracção foi patenteado. O colostro nada mais é do que o primeiro leite produzido pela fêmea logo após dar à luz.
As fontes de Factores de Transferência conhecidas actualmente são:
• Leucócitos do sangue de um doador sadio;
• Leucócitos clonados por cultivo “in vitro”;
• Colostro bovino e
• Gemas do ovo de galinha

De entre todas, as fontes mais promissoras comercialmente são o colostro do leite bovino e as gemas dos ovos de galinha. É sempre bom lembrar que os efeitos das propriedades dos Factores de Transferência não se restringem às espécies que os originam, mas, comprovadamente podem ser ministrados nos seres humanos e produzir com segurança os mesmos resultados que na espécie de origem.


Por serem moléculas naturais, os Factores de Transferência têm sido utilizados em complementos nutricionais de forma absolutamente segura há vários anos. Ao longo da história do uso dos Factores de Transferência não houve notícia de reacções adversas graves, mesmo em casos de dosagem maciça ou em doses normais por tempo prolongado.
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*Tradução livre de texto inserido no website do TRANSFER FACTOR INSTITUTE©

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quem Descobriu os Factores de Transferência








DR. H. SHERWOOD LAWRENCE [1916-2004]


Nasceu em Astoria, estado de New York, no ano de 1916. Graduou-se pela Stuyvesant High School, New York University Washington Square College e, fez parte da Turma de 1943, na New York University School of Medicine.
Após o episódio de Pearl Harbor, alistou-se na Marinha dos Estados Unidos, servindo como oficial médico na Segunda Guerra Mundial.
Participou da épica invasão da Normandia na Praia de Omaha e das invasões do Sul da França e de Okinawa no Japão.
Ao regressar da guerra, iniciou uma longa e brilhante associação com a NYU School of Medicine e o Bellevue Hospital.
O seu foco principal foi centrado na pesquisa imunológica, mais concretamente no que veio a ser conhecido por Factores de Transferência.
Como membro da National Academy of Science recebeu diversos prémios e honrarias. Encerrou a carreira de professor, pesquisador e médico do Bellavue Hospital quando se tornou octogenário.
Imunologista pioneiro, em 1949 concluiu que uma substância presente num extracto de leucócitos [glóbulos brancos], retirado do sangue de um indivíduo que fora curado de tuberculose, poderia ser transferida para um receptor que não tivesse sido infectado, apesar de apresentar uma resposta imunológica positiva à tuberculose.
Nessa época já era possível utilizar-se a transfusão de sangue para esse fim, porém, somente entre pessoas que possuíssem o mesmo tipo sanguíneo.
O primeiro passo dado pelo Dr. Lawrence foi isolar as células imunológicas do sangue sadio: os glóbulos brancos. A seguir abriu os leucócitos e separou o conteúdo dos glóbulos em fracções de vários tamanhos. Descobriu, então, que uma das fracções composta por pequenas moléculas, era capaz de transferir a sensibilidade à tuberculina para um receptor que ignorasse a infecção.
Constatada a eficiência, denominou sua descoberta de Factores de Transferência.
O trabalho iniciado pelo Dr. Lawrence teve seguidores, resultando em mais de três mil estudos clínicos que analisam o papel crucial dos Factores de Transferência contra uma extensa variedade de agentes infecciosos. A descoberta induziu o ramo da Biologia que estuda a função dos linfócitos.
A pesquisa do Dr. Lawrence foi referência para as tentativas de dar ao corpo humano a aceitação de órgãos transplantados.
Publicou inúmeros artigos e vários trabalhos no Cellular Immunology Journal, do qual foi Editor Fundador.
O Dr. H. Sherwood Lawrence faleceu aos 87 anos de idade na cidade de New York, em 5 de abril de 2004.

domingo, 6 de junho de 2010

Conhecendo Um Pouco da História sobre FACTORES DE TRANSFERÊNCIA -

As diversas espécies animais possuem um traço comum:
o Sistema Imunitário.
Trata-se de um conjunto de mecanismos orgânicos [células e moléculas] com as funções de perceber, identificar e combater invasores estranhos, e potencialmente danosos, ao organismo sejam eles microrganismos ou substâncias.
Desde os primórdios, as diferentes espécies vêm acumulando informações imunológicas que lhes permitam subsistir em seus habitats.
Este “conhecimento” é transferido de geração para geração [Imunidade Inata] e aumenta à medida que as descendências tenham que se defender das investidas de intrusos até então desconhecidos de seus Sistemas Imunitário [Imunidade Adquirida].
A história dos povos revela uma prática generalizada entre os chineses. Eles retiravam material das pústulas de pacientes em processo de recuperação de varíola e, após secar e macerar o material, transformando-o em pó, ministravam-no às crianças por meio de inalação directa. Assim, as crianças que inalassem o tal pó tornavam-se resistentes à varíola. Um exemplo claro de acréscimo de conhecimento do Sistema Imunitário.
No final do século XVIII o médico inglês Edward Jenner fez publicar um tratado sobre vacinação [do latim vaccinus = das vacas].
Jenner observou uma peculiaridade entre mulheres que por ordenhar vacas contraíam varíola bovina. Uma vez recuperadas da infecção nenhuma delas contraiu varíola humana. Essa observação o animou a injectar no braço de um menino com 8 anos de idade, material recolhido de uma pústula variólica bovina.
Após algum tempo, Jenner inoculou varíola humana e constatou que a infecção não se desenvolveu no organismo do menino.
Essa experiencia realizada por Jenner também demonstra que a informação imunológica transcende a espécie onde se origina, ou seja, a célula, molécula, substância ou o que fosse o portador da informação do doador, não é rejeitado pelo receptor e mais, as propriedades características da informação imunológica não são alteradas pelo organismo do doador. Mais de dois séculos passados, esta centelha evoluiu para um grande foco de luz na pesquisa de portadores de informação imunológica gerados em outras espécies animais.
A partir da década de ’60 o desenvolvimento de técnicas em cultura celular provocou uma expressiva transformação do conhecimento sobre o Sistema Imunitário e sobre as funções a ele ligadas.
O que era uma ciência particularmente descritiva, gradativamente se tornou explicativa dos fenómenos da imunidade sob a óptica estrutural e bioquímica.
A ciência denomina Resposta Imune à acção colectiva e coordenada das células e moléculas do Sistema Imunológico diante da introdução iminente de substâncias estranhas ao organismo. As reacções iniciais de defesa contra micróbios cabem à Imunidade Inata, que é a responsável pela activação das respostas mais tardias da Imunidade Adquirida.

Imunidade Inata
É um conjunto de mecanismos que precedem a infecção. Respondem rapidamente aos micróbios e repetem as reacções quando as infecções são recidivas. Esse conjunto é composto principalmente por barreiras de ordem física e química: epitélios e substâncias antimicrobianas originadas nas superfícies epiteliais; células fagocitósicas; células Assassinas (Matadoras) Naturais [NK=Natural Killer]; proteínas do sangue inclusos os membros do Sistema Complemento e outros mediadores da inflamação e; citocinas [proteínas] que coordenam e regulam várias actividades celulares da Imunidade Inata.

Imunidade Adquirida
Assim denominada porque após se haver desenvolvido como resposta imunológica à infecção, se adapta a ela. Suas características exprimem alta especificidade para a variedade de macromoléculas ao lado de uma “memória” capaz de activar respostas cada vez mais intensas quando o organismo se vê exposto ao mesmo micróbio.A Imunidade Adquirida compõe-se de linfócitos e seus produtos. As substâncias estranhas que induzem respostas específicas e se tornam alvos dessas respostas, chamam-se antígenos. Há dois tipos de resposta Imune Adquirida. Uma delas é a Imunidade Humoral e a outra é a Imunidade Mediada por Células [Imunidade Celular].

Imunidade Humoral
É mediada pelos anticorpos que são moléculas de sangue geradas por Linfócitos B. Os anticorpos têm por objectivo o reconhecimento específico dos antígenos microbianos, neutralizando a infecciosidade dos micróbios e marcando-os para a eliminação via mecanismos efectores. É o principal mecanismo de defesa contra os micróbios extracelulares e suas toxinas.Imunidade CelularA mediação é feita por células chamadas Linfócitos T.
Microrganismos intracelulares, como os vírus e algumas bactérias, sobrevivem e multiplicam-se no interior dos fagócitos e de outras células do hospedeiro, tornando-se inacessíveis aos anticorpos circulantes. A defesa contra essas infecções é uma função da Imunidade Mediada por Células, que destrói os micróbios alojados em fagócitos ou acciona a lise das células infectadas.